quinta-feira, 23 de julho de 2009

Marabá

Aqui estou em Marabá. Confesso que jamais imaginei que pisaria meus pés aqui. Nada contra o lugar, mas é que eu pensava que não teria estímulo para vir pra cá. Não conhecia ninguém e não tinha o que fazer aqui. Hoje eu sei que estava errado. Tenho ótimos motivos para vir pra cá. Um grande amigo mora aqui e nos rios da região tem os peixes que eu procuro para minha tese. Ótimas razões para pegar o avião e vir para nessa terra.
O Alexandre e a Tati, como sempre, me receberam super bem e me deixam a vontade. Um pena os filhos deles não estarem aqui, mas foram aproveitar as férias com os avós em Minas e Goias. Eu acho que faria o mesmo, uma vez que entretenimento não parece ser o forte daqui.
Aliás, desde que cheguei aqui, andei fazendo coisas que não estou acostumado. Bebi suco de maracujá e limão, comecei a fazer umas séries de abdominais e outros exercícios (a necessidade faz o sapo pular), comprei uma camisa do Águia de Marabá e até fui a praia. E pra piorar, ainda passei protetor solar. Definitivamente o sol não faz bem pra cabeça. Hehehehehehe!!!!
Pra quem está acostumado a atravessar os rios Grande, Paranaíba e Araguari, o rio Tocantins é gigantesco. Faz aqueles parecerem apenas riachos. Essa praia que fui hoje aparece só quando o rio está na época da vazante e o banco de areia é imenso. Só que, como nada é perfeito, a praia me lembrou o piscinão de Ramos. Obviamente, nada tenho contra quem vai lá, muito pelo contrário. Me diverti muito. E ainda fui premiado, ao atravessar o rio, com um grupo de botos cor de rosa tentando driblar as rabetas (barcos com motores adaptados usado para a travessia).
Ainda não consegui pescar as raias, mas espero que isso ocorra ainda essa semana. Tem uma turma de amigos do Alexandre que já está providenciando isso para mim.
No mais, eu acho que todo mundo que mora no sul e acha que aqui so tem índios deveria vir até a região norte para ver que as coisas não são bem assim. O povo e os hábitos são diferentes, mas é uma experiencia bastante interessante. Aqui em todo lugar só dá o tal de tecnobrega (um lixo) e banda Calipso aqui é chique. Além do mais, todas as músicas sertanejas são adaptadas para o ritmo acima citado.
A única coisa realmente desagradavél é o calor, mas acabamos nos acostumando (ou quase).
Pra quem quer saber, ainda não experimentei nem tacacá e nem pato no tucupi. O máximo de exotismo que consegui foi tomar um picolé de cupuaçú e sorvete de carimbó (que pra mim até hoje era apenas uma dança), mas hoje fiquei sabendo que é também uma mistura de doce de cupuaçú com castanha. Não é ruim, mas é muito forte.
Nos próximos dias eu volto a escrever sobre minhas experiências aqui. Por enquanto é só.
É isso aí...
Abraços!

Nenhum comentário:

Postar um comentário