Cá estou eu sozinho em casa nas primeiras horas desse 18 de setembro de 2009. Está muito quente, seco e o inverno está acabando no hemisfério sul. Logo as chuva ficarão mais frequentes, os pastos mais verdes e as temperaturas mais insuportáveis. É assim todos os anos com algumas poucas variações.
Eu gostaria de escrever sobre outras coisas, mas nessa época do ano um tema não sai da minha cabeça. Há oito anos perdi meu pai e foi uma fase muito difícil para todos nós. A morte é algo que todos esperam, mas que nunca estamos preparados. Todos que morrem sempre o fazem cedo demais e sempre fica alguma coisa por dizer. No meu caso, ficaram muitas coisas por dizer.
Eu me lembro dele todos os dias, em cada momento e parece que tudo aconteceu ontem. Aos pouco fui me conformando que não o encontraria mais, mas a saudade nunca passa. É uma coisa tão presente quanto as batidas do meu coração. É saudade da sua risada, das suas piadas sem graça, das mesmas perguntas, do assovio quando entrava em casa, de como elogiava minha mãe... Enfim, de pequenas coisas que hoje ficam apenas na lembrança.
Eu me lembro dele todos os dias, em cada momento e parece que tudo aconteceu ontem. Aos pouco fui me conformando que não o encontraria mais, mas a saudade nunca passa. É uma coisa tão presente quanto as batidas do meu coração. É saudade da sua risada, das suas piadas sem graça, das mesmas perguntas, do assovio quando entrava em casa, de como elogiava minha mãe... Enfim, de pequenas coisas que hoje ficam apenas na lembrança.
Uma semana antes disso acontecer, ocorreu nos EUA o atentado ao WTC onde morreram mais de 5 mil pessoas. Após a queda das torres alguém disse em um discurso que "todos são a pessoa mais importante do mundo para alguém" e que naquele dia o mundo de milhares de pessoas tinha acabado. Foi como eu me senti. Claro que o mundo não acabou. Eu estou aqui escrevendo agora, mas o mundo como eu conhecia tinha acabado. Meu pai tinha acabado de morrer naquela manhã de terça feira. Fiquei sem norte, sem saber o que fazer. Tudo que eu queria ser já não estava mais ali. Parecia que não era real e que tudo era uma brincadeira de mau gosto. Porém, ao chegar em casa e encontrar todos os meus irmãos e a minha mãe a sua volta, percebi que já não havia mais nada a ser feito além do que eu faço todos os dias. Lembrar de como foi bom e lamentar o quanto foi pouco o nosso convívio. E chorar. Muito! Ele dizia que gostaria muito de nos reunir novamente, mas devido aos compromissos de todos, era muito difícil e sempre faltava um. Em seu último ato ele conseguiu.
Com meu pai aprendi muita coisa que trago comigo todos os dias e sinto que isso me faz uma pessoa melhor. Lições de respeito pela pessoas, cidadania, moral, coisas que hoje andam meio esquecidas por aí. Com ele aprendi que simples "bom dia", "por favor" e "obrigado" podem fazer toda a diferença. E fazem mesmo.
Depois de oito anos, além das lembranças também fica um vazio que não pode ser preenchido por ninguém. Devagar as coisas vão se acertando, como eu imagino que ele gostaria que fosse caso estivesse aqui conosco. E é assim mesmo que tem que ser.
Pai: são muitas saudades!!! Mas o amor que eu sinto por você é o mesmo...
Gostaria de deixar um abraço bem apertado para meus irmãos Paulo, André, Pedro e Ana e um beijão para aquela sem a qual eu não seria nada: Lisete, minha mãe. Amo todos vocês...
Com meu pai aprendi muita coisa que trago comigo todos os dias e sinto que isso me faz uma pessoa melhor. Lições de respeito pela pessoas, cidadania, moral, coisas que hoje andam meio esquecidas por aí. Com ele aprendi que simples "bom dia", "por favor" e "obrigado" podem fazer toda a diferença. E fazem mesmo.
Depois de oito anos, além das lembranças também fica um vazio que não pode ser preenchido por ninguém. Devagar as coisas vão se acertando, como eu imagino que ele gostaria que fosse caso estivesse aqui conosco. E é assim mesmo que tem que ser.
Pai: são muitas saudades!!! Mas o amor que eu sinto por você é o mesmo...
Gostaria de deixar um abraço bem apertado para meus irmãos Paulo, André, Pedro e Ana e um beijão para aquela sem a qual eu não seria nada: Lisete, minha mãe. Amo todos vocês...
Longa vida e muitas alegrias.
ResponderExcluirContinue com esse coraçao nobre.
Abraços