Olá... boa noite!!! Hoje é mais que uma edição extraordinária, afinal, escrevi ontem até bem tarde e não costumo ter tantas idéias assim, mas é que hoje aconteceu um fato inédito. Pela primeira vez em mais de 33 anos de vida hoje eu não tive vontade de voltar pra casa. Não sei o que me aconteceu... sei lá... não quis, mas estou aqui. Não tinha outra opção. A casa é muito grande e fica preenchida por um silêncio perturbador, só quebrado a cada meia hora pelo relógio cuco que fica na sala. Hoje nem a Catarina se manifestou. Rendeu-se ao silêncio da casa, da rua, do bairro... Hoje minhas únicas companhias são a solidão e a saudade. Enquanto recebo o abraço da solidão sinto falta de um monte de gente... dos que estão longe, dos que se foram, dos que passaram.... Enfim... o que resta são as lembranças... A maioria alegre, graças a Deus... Porém, agora, eu sinto a falta de todos vocês.
Pois é... Essa noite eu resolvi escrever bastante. Além dessa, tem outra postagem abaixo onde eu conto sobre minha coleta no Paraná. Agora escreverei sobre o último feriado.
Depois de ter feito minha tatuagem (acaba de me ocorrer que não escrevi nada sobre ela), de ter ido atrás do curso de mergulho e salto de para-quedas, resolvi me aventurar em algo que até me causa fobia. Mega show de música sertaneja. Tenho mais medo disso do que nadar com tubarões (o que também acontecerá em breve). E para acabar logo de vez com esse tipo de bloqueio, nada melhor que um mega show de música sertaneja na cidade de Caldas Novas-GO em pleno feriado prolongado... Nada pode ser pior. A impressão é de que o inferno foi de mudança para lá (não tem nada de paraíso como diz a música tema do evento). Mas eu topei o desafio.. Aguentei até o fim e estou aqui para contar... Eu e a Taciana saímos de Araguari perto da hora do almoço e já estava quente demais. Eu não sei o que acontece, mas parece que a temperatura do outro lado do rio Paranaíba é muito mais alta. Que lugar quente, meu Deus... Tudo bem. A viagem foi tranquila, mas chegando lá... claro... a cidade parada em um super engarrafamento. Será por que, né??? Mas acreditem... me comportei super bem. Não xinguei ninguém no trânsito, não fiz uso prolongado da buzina e a minha pressão nem subiu. Eu estava preparado. Depois de algum tempo (mentira... muito tempo) chegamos ao flat onde as outras moças estavam esperando (eram mais três) e fomos trocar os ingressos, ou seja, mais fila e sol na moleira (tinha um pra cada pessoa na rua). Acreditem... eu não me estressei. Depois de uma tarde de descanso nós todos fomos nos arrumar para a festa. Claro que eu fiquei pronto rapidamente e por consequência, esperando. É óbvio que, com quatro mulheres, eu não esperava chegar ao evento na hora combinada, mas tudo bem. Pior que o atraso foi a chuva que desabou por lá... Na hora de ir pegamos mais engarrafamento e a chuva deu uma estragada legal no lugar do show. Tinha água e barro para todo lado. Tava lotado.. Por um momento eu pensei em desistir, mas... insisti e deu tudo certo. Foi só abstrair aquela multidão que o resto foi tranquilo. Foi mole de andar por lá, mole de pegar bebida e até consegui espaço para dançar (percebem a mudança???). No fim foi até bom ter chovido porque deu uma amenizada no calor. Voltei para o flat com a Taciana por volta de 06h da manhã acabado, mas com a sensação de dever cumprido. As outras três ainda ficaram lá até as 09h. Isso que é disposição... No segundo dia as coisas foram até mais fáceis. Primeiro porque dormi o dia todo e depois por estar ainda mais preparado para o que me esperava a noite. O atraso delas foi maior (hehehehehe) e o engarrafamento também. Em compensação tinha menos lama e eu tive a impressão de ter mais espaço. Só lamentei o fato do atraso ter feito eu perder o show de Guilherme e Santiago (sim.. eu queria assistir), mas tá valendo. Não faltarão oportunidades. Nessa segunda noite também rolou o show de Jorge e Matheus. Eu achei meio trash... não que os caras sejam ruins, muito pelo contrário, mas é que descobri que a música dos caras me trás péssimas recordações. Porém, até pra isso esse passeio serviu. Saí de lá mais forte e o próximo eu tiro de letra. Nesse segundo dia eu fui mais suave e fui embora as 05h da manhã e dessa vez todo mundo veio junto. Para deixar o registro: apesar de achar a música dos caras meio cafona, pra mim o melhor show das duas noites foi o de Fernando e Sorocaba e não tem jeito... Luan Santana é terrível. Não dá para aguentar... A seguir vai o link do clipe do evento:
http://www.youtube.com/watch?v=L4KPmv6l-yM
Na segunda foi o dia de todo mundo ir embora. Eu e a Taciana voltamos para Araguari e as outras três voltaram para Manaus...Sim!!! Tem muita gente doida nesse mundo. Mas elas gostaram bastante e isso é que importa. Percebo que até agora não citei o nome das três moças de Manaus. Fernanda (amiga da Taciana e que já morou aqui em Araguari), Bruna e Lorena (amigas da Fernanda). Todas as três são muito gente boa e antes que os maldosos possam pensar, não aconteceu nada. Foi tudo na amizade, embora eu não tenha a ilusão de que alguém vá acreditar nisso. Lições da viagem: o calor, trânsito e atrasos são coisas suportáveis (desde que não se tornem hábitos), dá pra encarar os mega shows de música sertaneja (menos Luan Santana) mesmo debaixo de chuva e com muita lama nos pés. Além disso, dividir um apartamento com quatro mulheres durante três dias não é o fim do mundo. Eu sobrevivi e estou aqui para contar esse história pra vocês e sinceramente... provavelmente eu iria outra vez. Elas já estão falando nisso, mas eu só acredito vendo. E como se não bastassem todas essas lições, fiz mais três amizades e recebi um convite para conhecer o Amazonas possívelmente na época da festa de Parintins. Realmente eu não tenho mesmo do que me queixar. Foi tudo ótimo... Não tirei fotos. Elas que tiraram e ficaram de enviar pra mim. Quando (e se) isso acontecer, eu posto umas aqui também. É isso aí...
Conforme eu havia dito na última postagem, realmente eu fui ao Paraná para mais uma tentativa de coleta. Saí daqui de casa no dia 11/10 pela manhã e inicialmente eu iria primeiro a Pontal, no interior de São Paulo para buscar a Hurzana. Ela é uma das colegas da UNESP que iam me ajudar nas coletas, mas passou mal pela manhã e por isso não foi. Uma pena, mas... paciência. Dessa maneira eu fui direto para Maringá onde ia me encontrar com a Sílvia e dessa vez deu tudo certo. Como só sairíamos no dia 13 pela manhã, ela e a Fabiana (uma amiga dela que mora lá) me levaram para conhecer a cidade e eu gostei bastante. É uma cidade muito grande, mas muito simpática e mais perto de Balneário Camboriu. Acho que eu moraria lá tranquilamente. No dia 13 logo cedo eu e a Sílvia partimos para Porto Rico, na margem do rio Paraná. Essa viagem causou alguns desentendimentos, pois algumas pessoas vieram me perguntar se eu tinha feito uma viagem internacional. Agora... o que eu teria para fazer na terra dos Menudos??? Bom... mal entendido desfeito, vamos continuar. A cidade é um ovo e provavelmente vive do turismo. O pessoal só vai lá para pescar (inclusive eu). A única forma alternativa de lazer que eu vi foi um passeio de barco pelo rio, mas eu não sei se iria não. O nome da embarcação não é muito apropriado. Tirem suas próprias conclusões na montagem abaixo...Eu só vi esse barco na quarta depois do almoço não mais. Não sei o que aconteceu, mas tenho minhas suspeitas... Hehehehehehehe!!!Aí está: começando pelo alto à esquerda sou eu na Praça Nossa Senhora dos Navegantes, porque proteção nunca é demais. Seguindo no sentido horário, uma foto da orla. Estou no final e o começo é onde está o carro branco. Logo abaixo tem a foto do barco que sumiu (????) e por último, o porto... Lá é muito legal... Depois de nos instalarmos na base de trabalho do Nupelia (que alias, é sensacional) nós já fomos direto para o rio pescar. No primeiro dia de trabalho nós só conseguimos uma arraia e mesmo assim foi com um pescador q ia descarta-la. Confesso que fiquei um pouco desapontado, mas eu já estava lá e não podia desistir. O Alfredo (funcionário da base e que me ajudou o tempo todo) fez contato com alguns pescadores e pediu que, se caso eles pescassem arraias, que não jogassem fora ou que as mutilassem, mas sim que guardassem que nós buscaríamos no outro dia. E foi o que aconteceu. Além de ter vivido a emoção de pescar minha primeira arraia (na verdade pesquei duas) conseguimos nove no total, ou seja, os três dias de trabalho valeram a pena. Isso sem contar que o local era maravilhoso. A sexta feira foi dedicada a coleta de sangue e o início das análises, mas isso é muito chato para ser abordado aqui. Se alguém quiser eu falo disso em particular. Mas de uma coisa eu tenho certeza: se a Sílvia não tivesse ido tudo teria sido muito mais difícil. A ela eu só tenho agradecimentos. Eu já disse isso a ela mais de uma vez e agora eu o faço por aqui também. E aproveito para falar (novamente) que ela pode contar comigo para o que precisar...E gostaria de aproveitar o espaço para agradecer novamente à Drª Cláudia e ao prof. Ricardo por permitirem que eu fosse lá coletar e utilizar as instalações do Nupélia e ao Alfredo pela ajuda nas pesca e contato com os pescadores. Se Deus quiser em março estarei lá novamente.
Na montagem acima, começando pelo alto à esquerda sou eu (óbvio) esperando a arraia morder a isca e depois, em sentido horário, o por do sol no primeiro dia, a entrada da base do Nupélia e por fim, o resultado de um dia e meio de pesca. Antes que alguém me questione, sim.. eu tenho autorização do IBAMA para realizar essa pesquisa. Depois de tudo resolvido em Porto Rico, mais uma parada em Maringá e oportunidade de comer um acarajé na feira internacional em frente à catedral da cidade. Uma maneira de homenagear minha mãe e minha madrinha. Estava muito bom... Para finalizar, prometi para a Sílvia que, se ela fosse comigo eu a levaria para prestar uma prova em Santos e foi o que aconteceu. Enquanto ela estava em sala eu aproveitei a oportunidade para me encontrar com o MEU amigo (hehehehehehe) Gustavo que está morando para aqueles lados. Foi coisa rápida, mas valeu a pena. Muito bom saber que ele e a Pollyana estão muito bem. Tiramos umas fotos, mas até hoje ela não me enviou... Depois da prova fomos para a casa da Sílvia em Santo André. Estava morto de tanto viajar de carro e consegui descansar um pouco. Fomos ao pub onde o irmão dela trabalha e foi uma noite muito agradável... No dia seguinte então fomos para Jaboticabal. Não sem antes eu ter pegado a saída errada do rodoanel... Acontece. O importante é que cheguei bem e que as amostras foram todas processadas... E assim termina essa história... Ah.. não posso deixar de agradecer à profª Julieta por ter emprestado suas orientadas (Sílvia e Hurzana) pra mim. Valeu demais...
Boa noite gente. Escrevo em caráter excepcional, pois até era para eu estar dormindo. Viajo logo pela manhã do dia 11/10/2010 para Porto Rico, no Paraná para uma coleta. Gostaria de dizer que acho muito legal as pessoas procurarem o blog para saber da cirurgia, como foi o pós operatório, tempo de recuperção, etc. Saibam que me sinto muito bem podendo ajudar, mas seria muito mais legal se vocês que me procuram pra isso deixassem um contato (email, MSN, etc). Poderíamos conversar numa boa. Terei o maior prazer em contar a minha experiência. Quero dizer que foi uma das melhores coisas que fiz em minha vida e que dentre muitas pessoas, sou muito agradecido ao Doutor Sérgio Malburg Filho por ter feito isso por mim. Prometo não publicar os comentário com os contatos. Quem quiser, tem o link na página para o meu orkut. É só add e problema resolvido. É isso aí...
Olá meus amigos... Eu sei que estou devendo uma postagem bacana, mas a desculpa é sempre a mesma. Falta de inspiração. Somado a isso, ainda tem o fato de eu estar organizando minhas coletas desse ano. Tudo bem que uma já não deu certo, mas as próximas darão sim. Pra começar irei ao Paraná nos próximos dias e coletarei bastante e em seguida para o Tocantins. Vai ser legal e trarei boas histórias e boas notícias. Por enquanto eu fico nesse lenga-lenga... Hehehehehehehe!!!! Mas eu vou escrever algo legal sim... E logo! É isso aí...
Olá, boa tarde... O mesmo problema é a falta de inspiração. Ando muito preocupado com a minha próxima coleta. Pelo menos essas viagens rendem boas histórias. Acredito que mês que vem terei algumas para contar. Por hora farei um desabafo em relação ao clima aqui da região. Estou falando de Araguari mesmo, onde a umidade do ar está próxima aos níveis de desertos como o Atacama e o Saara. Não me lembro a última vez que choveu aqui, mas parece que ja faz alguns anos. Além disso, as queimadas seguem acontecendo. O pessoal já não tem nem mais medo da fiscalização e o fogo pega até mesmo ao lado do posto policial na rodovia. Nem é preciso falar da sujeira que fica em casa. Tudo bem que aqui no cerrado até ocorrem queimadas espontâneas, mas o que acontece por aqui já é criminoso. Ontem mesmo eu passei com o carro dentro do fogo. Não enxergava nada e o risco de acidentes é muito alto. Os animais também sofrem. É comum eles correrem do fogo e acabar sendo atropelados na rodovia. Vejo muito tamanduás (bandeira e colete) e acho ruim mesmo. As vezes dá vontade de chorar, mas até pra chorar é ruim. O olho arde... Mas a natureza ainda é forte. É impressionante ver o tronco de um Ipê ardendo em chamas e na sua copa, um monte de flores amarelas abertas como se nada estivesse acontecendo embaixo. Um pena eu nao ter uma foto para mostrar agora. Ainda dá pra salvar. Por enquanto... Se serve de consolo, a baixa umidade também deixa o céu lindo, com um azul sensacional. As temperaturas mais amenas tornam os dias mais agradáveis. Isso torma (pelo menos pra mim) os dias mais suportáveis. Só que eu já estou batendo tambor... Esperando a chuva voltar!!!! Vem água!!!! Enquento isso, tome colírio lubrificante para os olhos e soro fisiológico para o nariz. É isso aí...
Essa semana eu estava conversando com uma amiga sobre os meus (maus) hábitos alimentares. Ela falou um monte na minha cabeça e até me convenceu a comprar uvas, maçãs e tomates. Temo que eles se percam na geladeira, embora eu realmente esteja fazendo uso (num ritmo bem lento) de tudo. Eu pensei em escrever sobre as uvas, mas deixarei isso para uma próxima postagem. Acho que a de hoje é mais interessante. E muito mais calórica também. É a minha vitamina power. Não é sempre que eu faço, mas cada vez que isso acontece parece que fica ainda melhor. Seguem abaixo os ingredientes para uma porção. Se não tiver em casa com certeza tem em qualquer supermercado. Menos o ingrediente secreto.
1 copo de leite desnatado (para a consciência) bem gelado 2 bolas de sorvete (pode ser qualquer um, mas eu prefiro de banana caramelada ou mamão papaya) 4 Bis de chocolate preto (pode usar bolacha rechada, mas nao é a mesma coisa) 1 colher de sopa de achocolatado em pó Calda de chocolate 1 porção do ingrediente secreto
NADA LIGHT NEM DIET
Modo de fazer:
Pegue a calda e espalhe pela parede do copo do liquidificador. Em seguida, coloque o leite e misture todos os ingredientes e bata por alguns segundos (entre 20 e 30). Depois é só servir.
Rendimento: Uma porção (um copo, mas vai sobrar o chorinho no liquidificador) e muitas calorias a mais na conta.
Nota:
Com o ingrediente secreto a receita fica maravilhosa. Perfeita. Sem ele a receita fica apenas muito boa. Eu prefiro fazer mais no fim da tarde. Parece que combina com o horário. Espero que gostem. Se alguem fizer deixe sua opinião depois em forma de comentário. Só não me culpem se o ponteiro da balança disparar. É só ir para a academia depois... É isso aí!
Venho através dessa postagem demonstrar todo a minha indignação com essa copa. Só está servindo para me atrapalhar. Tenho um monte de coisas pra fazer, mas na esperança de ver um jogo bom, eu paro tudo e no fim não vale a pena. Perdi 90 minutos onde poderia ter feito algo de mais útil. Pelo menos serve pra mostrar que a Africa do Sul não significa apenas sofrimento. É um povo (na verdade vários) batalhador e que conseguiu organizar o maior evento do planeta. Que sirva de exemplo para os brasileiros daqui a quatro anos. Fora que é um país maravilhoso, cheio de belezas naturais com opções para todos os gostos. Com certeza está entre aqueles que eu quero visitar. Conhecer a Montanha da Mesa, Cabo da Boa Esperança, fazer um safári fotográfico e mergulhar com os grandes tubarões brancos são programas que eu preciso fazer nessa vida ainda. Alguém se habilita???
Hoje não é mais o dia dos namorados, mas sim dia de Santo Antônio. Imagino que ele deva estar com os ouvidos cheios de tantos pedidos e promessas, mas não é sobre isso que resolvi escrever. Respeito muito que procura o santo com essa intensão. Até visitei a igreja dele em Pádua e descobri que lá as velas não são acesas, mas sim depositadas num grande baú. Quando perguntei ao responsavél pelo templo o motivo disso, ele me disse que se todas fossem acessas o ar ficaria irrespirável e que talvez a igreja pegasse fogo. As velas são enormes. Do tamanho da vontade do povo casar. Só que eu escrevo por causa do dia de ontem. Minhas ex-namoradas que me desculpem. Não é despeito algum, mas dia 12 de junho é aniversário de uma criatura muito especial. Alguém que pode ficar dias sem me ver e quando eu chego me recebe com a maior alegria do mundo. Alguém que me ama e me aceita exatamente como eu sou, mesmo que seja de maneira instintiva. Ela me protege, me alegra, me perturba, me enche a paciência. Tem hora que realmente dá vontade de fazer ela sumir, mas na maior parte do tempo é só saudades que eu sinto.Ela tem um coração tão grande que aceitou tranquilamente dividir o seu espaço com mais dois que chegaram mais tarde. É impressionante como ela gosta da Jujá e como aceita numa boa o Zizou. Na verdade ela recebe muito bem a todos que chegam aqui em casa. Tudo bem que as vezes exagera um pouco, principalmente pela manhã. Não controla a baba, mas tudo isso é apenas vontade de estar junto. Só que as vezes eu não entendo, dou uns gritos, mas a nossa relação é assim mesmo. Apesar de tudo eu não consigo imaginar o meu quintal sem ela. Sei que nosso tempo é cada vez mais curto então devemos aproveita-lo da melhor maneira possível. Ela completou dez anos e me lembro quando chegou aqui dentro de uma caixa de sapatos. Chorava um absurdo (quase não mudou) e hoje faz parte da família. Vida longa a Catarina, soberana do nosso quintal. Falo por mim e pelos outros. Amamos você! Obrigado por existir em nossas vidas e desculpe o mau jeito as vezes...É apenas a nossa estranha forma de amar.
É isso aí. PS: obrigado a todos pelas mensagens de apoio. Com certeza vocês tornam os dias mais suportáveis. Por causa de vocês sairei dessa muito mais depressa!! Valeu!!!
Essa é uma publicação meio extraordinária. Nem estava mais pensando em voltar nesse assunto, mas ainda fiquei pensando sobre algumas coisas. Em primeiro lugar, realmente parece algo unilateral. Não vou desistir, mas também não esperarei. Exatamente pelo motivo que a pessoa que comentou disse: o mundo é cheio de gente bacana e me considero uma dessas pessoas. Não sei quem postou (por isso que é anônimo), mas muito obrigado. Poucas palavras, mas com grandes significados. E pra terminar, em relação à historia que escrevi, acho que ela não precisa de um final feliz. Ela já tem um final. Acabou. Qualquer coisa que aconteça depois daquilo já é uma outra história. Prometo nos próximos dias escrever sobre algo mais legal. A fase da melancolia chegou ao fim. Se alguém tiver alguma sugestão, me fala em forma de comentário. Valeu demais...
Estou em casa esperando a hora de sair. Vou para Barra do Garças, Mato Grosso, passar o fim de semana e ver se trago boas novas de lá. Na verdade eu estou fazendo isso por duas pessoas. Por mim mesmo e imagino que saibam por quem. Não importa. Vou encarar 12 horas de ônibus em estrada ruim pra mostrar que eu posso ser quem eu quiser, desde que me sinta estimulado para isso. Não consigo controlar a tristeza. Acho que pela primeira vez na vida me sinto assim. E não é peso na consciência e nem nada parecido. É a sensação de impotência,de perda e de solidão. Não sei mais o que fazer para mudar essa situação que está me fazendo muito mal. E olha que eu me esforço!!! Ter dentro de si um sentimento tão bonito e não poder partilhar é algo que eu não imaginasse ser tão ruim. Sempre soube que mágoa e raiva eram coisas que não faziam bem, mas sentir isso na própria pela é muito pior. Nunca desejei isso. Nunca procurei isso. Sempre achei que amar fosse algo bom e que deixasse as pessoas felizes. Talvez antes, mas agora não...
Se alguém aí souber como se mata alguém que está dentro de você por favor me fale. Mesmo que matar essa pessoa signifique matar metade de você mesmo.
Até a próxima!
Pra pensar: "Os homens apressam-se mais a retribuir um dano do que um benefício, porque a gratidão é um peso e a vingança, um prazer. " Uma grande verdade!!!!
Eu ando mesmo sem muita inspiração para escrever, mas acho que os posts mais legais são aqueles onde falo das minhas viagens. Esse ano eu ainda não saí para as coletas do meu experimento, mas já fui a Santa Catarina para visitar a minha irmã. Há muito tempo eu queria passar novamente no Parque Estadual de Vila Velha, localizado no município de Ponta Grossa, Paraná. O lugar é lindo e graças a Deus pouco visitado. Dessa forma não acontece como em outros lugares badalados, onde a falta de educação da população acaba por depredar o patrimônio natural.
O Parque
O Parque Estadual de Vila Velha situa-se no município de Ponta Grossa, estado do Paraná. O parque está à 20 quilômetros a sudeste do centro da cidade e à cem quilômetros de Curitiba, capital do Estado. Esta Unidade de Conservação é composta por três principais elementos: Arenitos, que são formações rochosas que apresentam formas variadas, como: a taça, o camelo, entre outras (Figura 1); Furnas, que se caracterizam por grandes crateras com vegetação exuberante e água no seu interior (lençol subterrâneo) e Lagoa Dourada que possui este nome porque ao pôr do sol suas águas ficam douradas (Figura 2).
Durante os anos de 2002 e 2004 o local esteve em processo de revitalização, teve algumas de suas áreas recuperadas. Todos os passeios são feitos por trilhas e acompanhados de guias do próprio parque.
Tombado pelo Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado em 1966, o governo estadual criou o parque pelo motivo de proteger 18 km² de formações rochosas. O parque foi classificado como um dos sítios geológicos brasileiros, pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos, graças às esculturas naturais impressionantes causadas pela erosão nos arenitos do Grupo Itararé. Além disso, abriga uma fauna variada: lobos-guará (já raros), jaguatiricas, quatis, gatos-do-mato, cachorros-do-mato, iraras, furão, catetos, veados, tatus, pica-paus, pombas, perdizes, tamanduás-bandeira e mirins, diversos tipos de aves, entre outros.
A formação arenítica é o resultado do depósito de um grande volume de areia, que aconteceu há aproximadamente 340 milhões de anos, no período carbonífero. Na época, a região estava coberta por um lençol de gelo. Com o degelo, o material foi abandonado no local. Após o retorno da erosão normal e a partir do engrossamento das águas dos riachos da frente glassiária, esses depósitos foram retrabalhados, originando os arenitos de Vila Velha. As exóticas formações em arenito da Vila Velha foram basicamente formadas pela ação da chuva que atuando em zonas de fraquezas presente nas rochas, acaba erodindo de forma diferencial e até mesmo isolando alguns blocos. A coloração das rochas é avermelhada semelhante a tijolos. As alturas médias das colunas de pedra e muralhas chega a vinte metros. Em alguns pontos, estas podem chegar a trinta metros ou mais em função do terreno acidentado. Os arenitos de Vila Velha com sua coloração avermelhada, dependendo da hora do dia da luz do Sol e da época do ano, ficam com uma aparência e coloração semelhante à mostrada em fotografias pelas naves norte-americanas que pousaram em Marte. E tem rochas que sofrem alterações.
A lenda de Vila Velha.
ltacueretaba, antigo nome de Vila Velha, significa "cidade extinta de pedras". O recanto foi escolhido pelos primitivos habitantes para ser Abaretama, "terra dos homens". No local seria escondido o precioso tesouro Itainhareru. Com a proteção de Tupã, era cuidadosamente vigiado pelos Apiabas, varões escolhidos entre os melhores homens de todas as tribos.
Os Apiabas desfrutavam de todas as regalias, porém era proibido o contato com as mulheres. A tradição dizia que elas, sabendo do segredo de Abaretama, revelariam aos quatro ventos. A notícia chegaria aos ouvidos do inimigo, que tomaria o tesouro para si. Se o tesouro fosse perdido, Tupã deixaria de resguardar o seu povo e lançaria sobre ele as maiores desgraças. Dhui (Luís) fora escolhido chefe supremo dos Apiabas, entretanto, não desejava seguir esse destino, pois se tratava de um chunharapixara (mulherengo).
As tribos rivais, após tomarem conhecimento do fato, escolheram a bela Aracê Poranga (aurora da manhã) para tentar seduzir o jovem guerreiro e tomar-lhe o segredo do tesouro. A escolhida logo conquistou o coração de Dhui. Em uma tarde primaveril, Aracê veio ao encontro de Dhui trazendo uma taça de Uirucur (licor do butiás) para embebedá-lo. No entanto, o amor já havia tomado conta de seu coração e a traição não aconteceu. Decidiu, então, tomar a bebida junto com seu amado. Em seguida, os dois se amaram à sombra de um ipê. Tupã logo descobriu a traição do seu guerreiro e, furioso, provocou um terremoto sobre toda a região.
A antiga planície foi transformada em um conjunto de suaves colinas. Abaretama transformou-se em pedra. O solo rasgou-se em alguns pontos, originando as Furnas. O precioso tesouro fora derretido, formando a Lagoa Dourada. Os dois amantes ficaram petrificados e, entre os dois, a taça ficou como o símbolo da traição. Diz a lenda que as pessoas mais sensíveis à natureza e ao amor, quando passam pelo local, ouvem a última frase de Aracê: xê pocê o quê (dormirei contigo).
Figura 1: A - Camelo; B – A garrafa; C – A índia; D – A bota; E – A taça; F – Pinheiro do Paraná (Araucaria angustifolia)
Furnas
Além dos arenitos, ainda dentro do parque são encontradas as furnas que são na realidade poços de desabamento, depressões semelhantes a crateras, de formato circular e paredes verticais.
As furnas ocorrem na região dos Campos Gerais do Paraná, sendo conhecidas 14 delas. No Parque Estadual de Vila Velha aparecem seis delas, estando duas em estágio terminal. A lagoa Dourada e a Lagoa Tarumã. São consideradas assim pelo fato de estarem quase totalmente preenchidas de sedimentos.
Com excessão da furna 3, de fundo seco, todas as demais estão interconectadas pelo atual nível de água subterrânea, em torno da cota 788 m, revelando que existe ampla circulação subterrânea de água entre as furnas e a Lagoa Dourada, através de fraturas e descontinuidades existentes no arenito.
As furnas se formam pela ação da circulação das águas superficiais que, acidificadas pela presença de matéria orgânica, vão lentamente destruindo a ligação entre os grãos que mantém a rocha coesa, propiciando a remoção mecânica dos constituintes do arenito. Este processo é mais acelerado nas partes mais fraturadas do arenito, principalmente nas intersecções de falhas e fraturas, pontos em que a rocha vai sendo lentamente desagregada, possibilitando que seus constituintes sejam transportados pela drenagem subterrânea, formando os poços de desabamento.
Figura 2: A – lagoa Dourada; B – Furna 1; C – Furna 2; D – Elevador desativado da furna 1; E – Borboleta 88 (Diaethria clymena)
Conclusão
Eu espero que quem tenha chegado até aqui no texto tenha gostado. Ele foi baseado em informações tiradas da internet e do informativo dado aos turistas que chegam ao parque. Porém, as impressões são todas minhas e são as melhores possíveis. Portanto, que estiver passando pelo Paraná e tiver a oportunidade de fazer essa visita, faça. Não se usa mais do que uma manhã, os guias são super educados e informados e pra quem tem compulsão por compras, ainda existe uma lojinha onde são vendidas diversas lembranças da região. Veja as fotos. Vale a pena o passeio.