sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sem título

Olá... boa noite!!!
Hoje é mais que uma edição extraordinária, afinal, escrevi ontem até bem tarde e não costumo ter tantas idéias assim, mas é que hoje aconteceu um fato inédito.
Pela primeira vez em mais de 33 anos de vida hoje eu não tive vontade de voltar pra casa. Não sei o que me aconteceu... sei lá... não quis, mas estou aqui. Não tinha outra opção.
A casa é muito grande e fica preenchida por um silêncio perturbador, só quebrado a cada meia hora pelo relógio cuco que fica na sala. Hoje nem a Catarina se manifestou. Rendeu-se ao silêncio da casa, da rua, do bairro...
Hoje minhas únicas companhias são a solidão e a saudade. Enquanto recebo o abraço da solidão sinto falta de um monte de gente... dos que estão longe, dos que se foram, dos que passaram.... Enfim... o que resta são as lembranças... A maioria alegre, graças a Deus...
Porém, agora, eu sinto a falta de todos vocês.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Caldas Country e o feriado de 15 de novembro...

Pois é... Essa noite eu resolvi escrever bastante. Além dessa, tem outra postagem abaixo onde eu conto sobre minha coleta no Paraná. Agora escreverei sobre o último feriado.

Depois de ter feito minha tatuagem (acaba de me ocorrer que não escrevi nada sobre ela), de ter ido atrás do curso de mergulho e salto de para-quedas, resolvi me aventurar em algo que até me causa fobia. Mega show de música sertaneja. Tenho mais medo disso do que nadar com tubarões (o que também acontecerá em breve).
E para acabar logo de vez com esse tipo de bloqueio, nada melhor que um mega show de música sertaneja na cidade de Caldas Novas-GO em pleno feriado prolongado... Nada pode ser pior. A impressão é de que o inferno foi de mudança para lá (não tem nada de paraíso como diz a música tema do evento). Mas eu topei o desafio.. Aguentei até o fim e estou aqui para contar...
Eu e a Taciana saímos de Araguari perto da hora do almoço e já estava quente demais. Eu não sei o que acontece, mas parece que a temperatura do outro lado do rio Paranaíba é muito mais alta. Que lugar quente, meu Deus... Tudo bem. A viagem foi tranquila, mas chegando lá... claro... a cidade parada em um super engarrafamento. Será por que, né??? Mas acreditem... me comportei super bem. Não xinguei ninguém no trânsito, não fiz uso prolongado da buzina e a minha pressão nem subiu. Eu estava preparado. Depois de algum tempo (mentira... muito tempo) chegamos ao flat onde as outras moças estavam esperando (eram mais três) e fomos trocar os ingressos, ou seja, mais fila e sol na moleira (tinha um pra cada pessoa na rua). Acreditem... eu não me estressei.
Depois de uma tarde de descanso nós todos fomos nos arrumar para a festa. Claro que eu fiquei pronto rapidamente e por consequência, esperando. É óbvio que, com quatro mulheres, eu não esperava chegar ao evento na hora combinada, mas tudo bem. Pior que o atraso foi a chuva que desabou por lá... Na hora de ir pegamos mais engarrafamento e a chuva deu uma estragada legal no lugar do show. Tinha água e barro para todo lado. Tava lotado.. Por um momento eu pensei em desistir, mas... insisti e deu tudo certo. Foi só abstrair aquela multidão que o resto foi tranquilo. Foi mole de andar por lá, mole de pegar bebida e até consegui espaço para dançar (percebem a mudança???). No fim foi até bom ter chovido porque deu uma amenizada no calor. Voltei para o flat com a Taciana por volta de 06h da manhã acabado, mas com a sensação de dever cumprido. As outras três ainda ficaram lá até as 09h. Isso que é disposição...
No segundo dia as coisas foram até mais fáceis. Primeiro porque dormi o dia todo e depois por estar ainda mais preparado para o que me esperava a noite. O atraso delas foi maior (hehehehehe) e o engarrafamento também. Em compensação tinha menos lama e eu tive a impressão de ter mais espaço. Só lamentei o fato do atraso ter feito eu perder o show de Guilherme e Santiago (sim.. eu queria assistir), mas tá valendo. Não faltarão oportunidades.
Nessa segunda noite também rolou o show de Jorge e Matheus. Eu achei meio trash... não que os caras sejam ruins, muito pelo contrário, mas é que descobri que a música dos caras me trás péssimas recordações. Porém, até pra isso esse passeio serviu. Saí de lá mais forte e o próximo eu tiro de letra. Nesse segundo dia eu fui mais suave e fui embora as 05h da manhã e dessa vez todo mundo veio junto.
Para deixar o registro: apesar de achar a música dos caras meio cafona, pra mim o melhor show das duas noites foi o de Fernando e Sorocaba e não tem jeito... Luan Santana é terrível. Não dá para aguentar... A seguir vai o link do clipe do evento:

http://www.youtube.com/watch?v=L4KPmv6l-yM

Na segunda foi o dia de todo mundo ir embora. Eu e a Taciana voltamos para Araguari e as outras três voltaram para Manaus...Sim!!! Tem muita gente doida nesse mundo. Mas elas gostaram bastante e isso é que importa.
Percebo que até agora não citei o nome das três moças de Manaus. Fernanda (amiga da Taciana e que já morou aqui em Araguari), Bruna e Lorena (amigas da Fernanda). Todas as três são muito gente boa e antes que os maldosos possam pensar, não aconteceu nada. Foi tudo na amizade, embora eu não tenha a ilusão de que alguém vá acreditar nisso.
Lições da viagem: o calor, trânsito e atrasos são coisas suportáveis (desde que não se tornem hábitos), dá pra encarar os mega shows de música sertaneja (menos Luan Santana) mesmo debaixo de chuva e com muita lama nos pés. Além disso, dividir um apartamento com quatro mulheres durante três dias não é o fim do mundo. Eu sobrevivi e estou aqui para contar esse história pra vocês e sinceramente... provavelmente eu iria outra vez. Elas já estão falando nisso, mas eu só acredito vendo. E como se não bastassem todas essas lições, fiz mais três amizades e recebi um convite para conhecer o Amazonas possívelmente na época da festa de Parintins. Realmente eu não tenho mesmo do que me queixar. Foi tudo ótimo...
Não tirei fotos. Elas que tiraram e ficaram de enviar pra mim. Quando (e se) isso acontecer, eu posto umas aqui também.
É isso aí...

Maringá e Porto Rico, PR

Boa noite....
Conforme eu havia dito na última postagem, realmente eu fui ao Paraná para mais uma tentativa de coleta. Saí daqui de casa no dia 11/10 pela manhã e inicialmente eu iria primeiro a Pontal, no interior de São Paulo para buscar a Hurzana. Ela é uma das colegas da UNESP que iam me ajudar nas coletas, mas passou mal pela manhã e por isso não foi. Uma pena, mas... paciência.
Dessa maneira eu fui direto para Maringá onde ia me encontrar com a Sílvia e dessa vez deu tudo certo. Como só sairíamos no dia 13 pela manhã, ela e a Fabiana (uma amiga dela que mora lá) me levaram para conhecer a cidade e eu gostei bastante. É uma cidade muito grande, mas muito simpática e mais perto de Balneário Camboriu. Acho que eu moraria lá tranquilamente.
No dia 13 logo cedo eu e a Sílvia partimos para Porto Rico, na margem do rio Paraná. Essa viagem causou alguns desentendimentos, pois algumas pessoas vieram me perguntar se eu tinha feito uma viagem internacional. Agora... o que eu teria para fazer na terra dos Menudos??? Bom... mal entendido desfeito, vamos continuar.
A cidade é um ovo e provavelmente vive do turismo. O pessoal só vai lá para pescar (inclusive eu). A única forma alternativa de lazer que eu vi foi um passeio de barco pelo rio, mas eu não sei se iria não. O nome da embarcação não é muito apropriado. Tirem suas próprias conclusões na montagem abaixo...Eu só vi esse barco na quarta depois do almoço não mais. Não sei o que aconteceu, mas tenho minhas suspeitas... Hehehehehehehe!!!Aí está: começando pelo alto à esquerda sou eu na Praça Nossa Senhora dos Navegantes, porque proteção nunca é demais. Seguindo no sentido horário, uma foto da orla. Estou no final e o começo é onde está o carro branco. Logo abaixo tem a foto do barco que sumiu (????) e por último, o porto... Lá é muito legal...
Depois de nos instalarmos na base de trabalho do Nupelia (que alias, é sensacional) nós já fomos direto para o rio pescar. No primeiro dia de trabalho nós só conseguimos uma arraia e mesmo assim foi com um pescador q ia descarta-la. Confesso que fiquei um pouco desapontado, mas eu já estava lá e não podia desistir. O Alfredo (funcionário da base e que me ajudou o tempo todo) fez contato com alguns pescadores e pediu que, se caso eles pescassem arraias, que não jogassem fora ou que as mutilassem, mas sim que guardassem que nós buscaríamos no outro dia. E foi o que aconteceu. Além de ter vivido a emoção de pescar minha primeira arraia (na verdade pesquei duas) conseguimos nove no total, ou seja, os três dias de trabalho valeram a pena. Isso sem contar que o local era maravilhoso.
A sexta feira foi dedicada a coleta de sangue e o início das análises, mas isso é muito chato para ser abordado aqui. Se alguém quiser eu falo disso em particular. Mas de uma coisa eu tenho certeza: se a Sílvia não tivesse ido tudo teria sido muito mais difícil. A ela eu só tenho agradecimentos. Eu já disse isso a ela mais de uma vez e agora eu o faço por aqui também. E aproveito para falar (novamente) que ela pode contar comigo para o que precisar...E gostaria de aproveitar o espaço para agradecer novamente à Drª Cláudia e ao prof. Ricardo por permitirem que eu fosse lá coletar e utilizar as instalações do Nupélia e ao Alfredo pela ajuda nas pesca e contato com os pescadores. Se Deus quiser em março estarei lá novamente.


Na montagem acima, começando pelo alto à esquerda sou eu (óbvio) esperando a arraia morder a isca e depois, em sentido horário, o por do sol no primeiro dia, a entrada da base do Nupélia e por fim, o resultado de um dia e meio de pesca. Antes que alguém me questione, sim.. eu tenho autorização do IBAMA para realizar essa pesquisa.
Depois de tudo resolvido em Porto Rico, mais uma parada em Maringá e oportunidade de comer um acarajé na feira internacional em frente à catedral da cidade. Uma maneira de homenagear minha mãe e minha madrinha. Estava muito bom...
Para finalizar, prometi para a Sílvia que, se ela fosse comigo eu a levaria para prestar uma prova em Santos e foi o que aconteceu. Enquanto ela estava em sala eu aproveitei a oportunidade para me encontrar com o MEU amigo (hehehehehehe) Gustavo que está morando para aqueles lados. Foi coisa rápida, mas valeu a pena. Muito bom saber que ele e a Pollyana estão muito bem. Tiramos umas fotos, mas até hoje ela não me enviou...
Depois da prova fomos para a casa da Sílvia em Santo André. Estava morto de tanto viajar de carro e consegui descansar um pouco. Fomos ao pub onde o irmão dela trabalha e foi uma noite muito agradável...
No dia seguinte então fomos para Jaboticabal. Não sem antes eu ter pegado a saída errada do rodoanel... Acontece. O importante é que cheguei bem e que as amostras foram todas processadas...
E assim termina essa história...
Ah.. não posso deixar de agradecer à profª Julieta por ter emprestado suas orientadas (Sílvia e Hurzana) pra mim. Valeu demais...