quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sobre dinossauros, extinções e recomeços...

Olá, como vão?
Sabe... as vezes eu fico me perguntando como teria sido a minha vida se eu tivesse estudado Paleontologia ao invés de Medicina Veterinária. Provavelmente muita coisa não teria acontecido. Eu não teria morado em Araguari tanto tempo, não teria estudado em Uberlândia e não teria feito doutorado em Jaboticabal. As vezes eu penso que seria melhor pra mim. Mas em compensação eu também não teria conhecido várias pessoas que foram ou são importantes para mim. Não teria passado por algumas experiencias bastante interessantes... Resumindo: essa discussão não vai levar a lugar algum e serve apenas como introdução para o próximo assunto.
Mesmo não sendo paleontólogo, esse é um assunto do qual eu gosto muito. Penso que isso é 100% influência do meu pai. Nossos livros e nossos assuntos eram em sua maioria sobre isso. Sinto saudades.
Eu gostava de tudo, mas duas coisas eram especiais: deriva dos continentes e extinções. Caramba... eu ficava doido (e até hoje fico) com esses dois assuntos. Posso parecer maluco, mas fico pensando e fazendo paralelos entre isso e a minha vida... Não... eu não faço uso de entorpecentes, mas acho que todo esse delírio me aproxima de algo superior... Bom... deixa pra lá!
A extinção só acontece do ponto de vista de quem é extinto (meio óbvio), mas sempre sobra alguma coisa. E é desse quase nada que a vida recomeça. Pensemos, por exemplo nos dinossauros e outros grandes repteis do mesozoico. Essas criaturas surgiram há aproximadamente 230 milhões de anos, após uma extinção que devastou cerca de 95% da vida na Terra.
Por 165 milhões de anos esse grupo dominou a paisagem do planeta e ocupou todos os espaços, mas não eram os únicos. Outros seres, menores e mais discretos também povoavam, mas viviam à sombra dos maiores... Porém, estavam lá.
Só que chegou um tempo que eles estavam tão especializados que qualquer mudança no ambiente poderia ser fatal. A eficiência não era a mesma e perto do fim do cretáceo já eram um grupo em decadência. Sua acomodação foi a sua derrota. Eis então que um evento cataclísmico ocorreu. Um meteoro gigantesco invadiu a atmosfera e atingiu onde é hoje a península do Yucatan, México. Ondas gigantes, terremotos, chuvas ácidas e uma noite que durou aproximadamente dois anos levaram a extinção de um dos grupos mais bem sucedidos que já caminharam sobre a Terra. Eram tão especializados que não conseguiram se adaptar à nova realidade. E sucumbiram...
Então, aqueles que viviam nas sombras, a noite puderam então florescer. E o tempo que permaneceram no limbo foi ótimo, pois foi lá que desenvolveram várias habilidades que fazem toda diferença. Todos aquele animais do tamanho de ratos se transformaram em criaturas fantásticas como morcegos, elefantes, tamanduás, baleias e nós mesmos.
A vida novamente encontrou o seu caminho. E isso é maravilhoso...*
Mas e daí??? O que eu quero dizer é que conosco acontece a mesma coisa. Relacionamentos estáveis demais também podem sucumbir a eventos inesperados... A acomodação faz isso. Excesso de auto confiança também. Ainda bem que depois que acaba sempre dá para começar outra vez. As vezes um meteoro (não o do Luan Santana, por favor) faz um bem danado pra vida da gente.
Num outro dia eu falo sobre a deriva dos continentes...

JABOTICABAL

Eu só tenho uma coisa para falar sobre Jaboticabal. Se eu tivesse me mudado pra cá esse ano e não em 2008 penso que teria outra visão do lugar. Agora sim essa cidade está habitável é até mesmo divertida. E devo isso aos meus amigos do Laboratório de Ictiopatologia do FCAV-UNESP. Valeu demais...Algumas coisas não mudam (calor e o barulho do vizinho, por exemplo), mas em compensação rola um futebol todas as terças e quintas que é espetacular...

CONVITE

Preciso estrear meu molinete novo. Alguém se habilita???

É isso aí.
Abraços,

*Só quero deixar claro que não sou um especialista no assunto e sim apenas um amador. Essa é a minha interpretação para os fatos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sobre Natal, o Amapá e Ornitorrincos...

Olá como vão todos?
Seriam duas postagens distintas, mas devido ao tempo passado e a consequente falta de memória, eu resolvi escrever uma coisa só. Já relatei os problemas nos aeroportos na volta de Natal então eu nem vou voltar nesse assunto. Foram duas viagens muito bacanas que fiz entre os meses de junho e julho de 2011.

NATAL

Eu não conhecia Natal e aproveitei realização de um congresso para visitar a capital do Rio Grande do Norte. Pelo menos aonde eu fui, a cidade se revelou um lugar maravilhoso, cheio de opções, ruas largas e com bastante opções. Até o centro, apesar de meio bagunçado, é muito interessante.
Fiz quase tudo que gostaria. Comi camarão até ficar com nojo, fiz passeio de buggy nas dunas (ok.. no começo eu não estava muito a vontade), fui à Pipa nadar com os golfinhos (quase isso), fui ao forró do turista (aliás, um programão) e também fiz o passeio do cajueiro, mas o glorioso Tom não estava lá. Na verdade não tinha guia de visitação, mas temos que concordar que passear embaixo de uma árvore não é algo assim... tão complexo. Foi bacana também passar em frente a base militar de Barreira do Inferno. Fiquei meio com o pé atrás de ir à praia porque não gosto de entrar no mar, mas acabei cedendo. No final desse dia atravessamos a praia de Ponta Negra e fomos andando até o morro do Careca. Vale a pena ir pra lá porque no outro extremo as coisas são mais baratas, ou seja, dá para eliminar umas calorias e e fazer economia também.
Como nada é perfeito, acabei indo a alguns outros lugares não tão legais, como o tal do Rastapé. O lugar mais cheio que eu já tive a oportunidade de conhecer. E como tinha gente feia!!! Valeu a experiencia. Aproveito aqui a oportunidade para agradecer a todos os meus amigos que mandaram dicas para aproveitar melhor a cidade. Todas foram muito úteis.
As únicas coisa que eu não fiz foram passear de dromedário (estava muito caro) e assistir o time do ABC jogar no Frasqueirão. O povo até estava empolgado com o time no começo do campeonato da série B, mas já não está essa coisa toda não.
Como em todo lugar novo, eu fiquei com um certo receio de algumas coisas, pelo fato de ser turista, mas logo passou. Em hora nenhuma os taxistas nos enganaram e ninguém em loja fez prática de preços abusivos. E o povo é muito gentil. Eu tive essa impressão... No geral, nem comida é caro.
Teve uma coisa que eu achei chata... O tal do repentista! O primeiro é novidade... é engraçado. O resto parece imitação do primeiro e os caras grudam no ouvido. É quase insuportável. Outra coisa bastante chata (sem graça, na verdade) é a piadinha infame sobre as quatro estações do ano em Natal. Algo como verão, calor, mormaço e inferno (ou coisa parecida). Em todos os lugares somos obrigados a ouvir isso. Nem o meu amigo Gustavo é capaz de inventar algo tão sem graça.
O congresso (WAS e FENACAM 2011) era enorme e com muita gente. Tinha gente do país inteiro e muitas pessoas do exterior. Não sei que milagre não tinha ninguém de Araguari por lá. Deu pra fazer contatos importantes, e para comer muito também. Hehehehehehehehe!!! O festival do camarão estava espetacular.
Natal é uma cidade que eu voltaria tranquilamente. Assim... depois de conhecer outros lugares, mas é um lugar que deixou em mim ótimas impressões, assim como o Amapá. Embora ninguém acredite, foi um dos lugares que eu mais gostei de conhecer e seguramente onde fui melhor tratado. Falarei dessa viagem a seguir...


Em sentido horário a partir do alto: Fortaleza dos Reis Magos, cajueiro, falésias em Pipa e passeio de dromedário.


AMAPÁ

Fui ao Amapá no mês de julho e confesso que o lugar me surpreendeu. Claro que eu não imaginava que as pessoas viviam na selva, que veria índios para todos os lados e outras coisas, mas... sei lá!!! Me pareceu um lugar bastante isolado (na verdade é mesmo).
Metade da população mora na capital e o resto fica espalhado pelos outros 15 municípios, se não me engano.
Macapá não é uma cidade enorme, mas é um pouco desorganizada. As pessoas não gostam muito de parar nos sinais de trânsito e em muitos lugares o esgoto corre a céu aberto, não recebe tratamento e acaba sendo lançado "in natura" no rio Amazonas.
Mas o que mais me impressionou foi o tratamento que recebi lá. Jamais conheci um povo tão educado e prestativo como os do Amapá, principalmente os do interior do estado. Me receberam como se eu fosse um velho conhecido e me deram tratamento de rei. Gente muito simples, mas que sabe receber como poucos as pessoas que vem de fora.
Parece que as coisas lá tem outra dimensão. O tempo parece mais lento, as distâncias são maiores, os rios são imensos, assim como os peixes que os habitam.... Não dá para explicar.
Uma outra coisa também que surpreende é o céu a noite, principalmente no meio do rio, onde não há qualquer contato com a civilização. É difícil achar um pedaço do céu onde não tenha uma estrela. Como eu escrevi no meu diário de viagens, o céu do meio do mundo é espetacular.
Algumas coisas para as quais não damos muita importância por aqui fazem muita falta por lá (no interior do estado). Um simples banho é algo complicado, uma vez que não existe rede de água e esgoto. Por analogia então dá para concluir que usar o banheiro também não é tão simples. Existem casas que simplesmente não tem o "ali." O banho é no rio e o banheiro é no mato ou na casinha, ao gosto do freguês.
Carro também é algo quase inútil. As estradas são péssimas e não chegam a todos os lugares. Tanto que demoramos mais de quatro horas para percorrer um trecho de 150 km. O ideial então é andar de barco, cavalo, bicicleta ou a pé.
A gastronomia é algo exótico. Experimentei tudo que foi possível. O que eu mais gostei foi o pirarucu na brasa, mas também comi arraia, tamatá, aricanga, e os conhecidos traíra e tucunaré. Todos pescados lá na região mesmo. Também me ofereceram pato selvagem e um coquinho chamado najá (meio forte, mas gostoso). A única coisa que eu não animei a comer foi um calango que o pessoal matou na beira do rio, mas quem comeu disse que não estava bom não. Nada foi comprado na cidade, congelado ou algo parecido. Foram dias de caçador e coletor. E para completar, a comida era preparada na brasa. Me senti um homem das cavernas.
Também aproveitei a oportunidade para experimentar também o tacacá e o açaí de lá e devo confessar que.... os dois são ruins. O tacacá é uma mistura quente, azeda e salgada e que ainda deixa a língua dormente. O açaí é salgado e é comido misturado com farinha (????). O aspecto fica como de uma argamassa roxa, parecido com aquilo que usam para fazer casas de pau-a-pique.
Depois de ter voltado para a cidade eu pensei em pegar um barco daqueles que atravessam o rio Amazonas e que, vez por outra acabam virando e matando muita gente. Até fui ao porto de Santana, perguntei sobre os itinerários e estive tentado a entrar num barco que ia para Breves, no Pará. Só que eu fiquei com medo de chegar lá e não ter onde ficar. Achei melhor não arriscar, afinal, minha cota de bicho grilo já estava esgotada. Ficará para uma próxima.
E a próxima já tem data para acontecer. Provavelmente irei até lá outra vez em outubro para finalizar as minhas coletas. Se der então eu faço o que faltou (menos comer o calango!)
Eu sei que fui muito muitíssimo bem tratado. Um monte de gente que nem me conhecia se propôs a me ajudar. Só tenho a agradecer ao Dr. Marcos Tavares Dias que me recebeu em sua casa, ao Sr. Sabá, motorista da EMBRAPA que me levou a São Benedito do Pacuí, Sr. Peixe Boi e família, que me recebeu super bem na sua casa e que me apresentou aos outros pescadores para que juntos fossemos pescar as arraias.
Resumidamente, gostaria de dizer que foi uma experiência ótima e gratificante. Uma pena que acabou, mas o trabalho precisa continuar por aqui.


Em sentido horário a partir do alto: passando pelo igarapé, a casa onde ficamos no rio Piririm, rio Amazonas em Macapá e pesando uma arraia para o experimento.

ORNITORRICOS E PEIXES ESPÁTULAS

Por causa da falta de tempo as vezes e de preguiça eu estou lendo o livro "A grande história da evolução" de Richard Dawkins meio que a conta gotas. Numa certa passagem do livro ele relata uma conversa entre dois evolucionistas que discutiam sobre a forma dos bicos dos ornitorrincos e dos peixes-espátulas (rostro do tubarão martelo também) e sobre sua convergências adaptativas até que um perguntou ao outro por que eram assim. A resposta que veio foi a seguinte: "Um animal é como é porque precisa ser".
Não sei quanto a vocês, mas eu achei isso fantástico. As vezes queremos uma resposta mirabolante e na verdade é tudo muito simples. Necessidade. Penso que para as pessoas isso também serve. Somos como somos porque precisamos ser. Ou achamos que precisamos, o que tecnicamente dá na mesma... Acho que quem me conhece entende o que eu quero dizer.

O METRO

Para terminar, uma coisa que é muito simples, mas que a maioria não sabe. O metro (m) é definido por o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo, durante um intervalo de tempo de 1/299 792 458 de segundo.
Uau!!!!

Bom... É isso aí!

Mais uma coisa... Como é bom sentir-se livre...
Hahahahahahahahaha!!!!

domingo, 19 de junho de 2011

Sobre aeroportos e... mais nada

Olá, como vão todos?

Hoje eu escrevo para falar um pouco sobre a minha relação com os aeroportos desde quando eu era uma criança até os dias de hoje.
Quando eu era mais novo ir ao aeroporto sempre foi uma diversão pra mim. Eu gostava de saber o nome das companhias aéreas, de onde os aviões vinham, etc. Adorava ir com o meu pai buscar e levar parentes e amigos que chegavam ou partiam. E não importava a hora. Qualquer coisa era só esperar no balcão de frente para a pista.
Mas legal mesmo era esperar meu pai chegar das viagens que ele fazia ao exterior. Chegava sempre de madrugada e com presentes legais pra mim e para a Ana. O meu era sempre uma miniatura de Fórmula-1. Tenho todos guardados até hoje. Me lembro um dia que invadimos o salão de desembarque. Obviamente não podia, mas o segurança foi legal. Ele não pensou que pudessemos ser crianças-bomba ou algo parecido. Era bom....
Depois, a minha boa lembrança foi na minha única viagem ao exterior. Eu já tinha 18 anos e enquanto esperava a conexão em Madrid para Paris, eu entrava e saía do aeroporto pelas portas automáticas só para sentir o frio congelante. Hoje me sinto um retardado ao lembrar. No mesmo dia, em Paris, a primeira experiência traumática. Chegamos ao aeroporto Charles de Gaulle e nossas malas foram para o Orly. Normal... Hehehehehehe... Pior foi tentar conversar com o segurança nada simpático do lugar em francês. Tudo bem.. No final deu tudo certo e nossas malas estavam no hotel na manhã seguinte.
O tempo foi passando, as viagens ficaram cada vez mais frequentes e obviamente, foram perdendo a graça. Comecei a achar os aeroportos mais parecidos com as rodoviárias (público e organização), comecei a notar os atrasos, mudanças de portões e no fim, percebi que o número de usuários do serviço aumentou muito mais do que a capacidade dos aeroportos, ou seja, o caos se instalou.
Bom... eu já estava me acostumando, mas o que aconteceu no último dia 12 foi demais. Depois de passar uma semana quase perfeita em Natal, eis que chegou o dia de ir embora para casa. Quer dizer... pareceu que não era para eu voltar. O primeiro voo (da TAM) foi cancelado. Isso depois de muita espera no hotel e na sala de embarque. Depois de algum tempo eu consegui um outro voo (pela Gol) para Uberlândia, com escala em Salvador e conexão no Rio de Janeiro... Perfeito!!!
Só que o avião quebrou em Salvador. Depois de alguns instantes de incerteza, me colocaram em outro voo para o Rio, numa avião da TAM. Eu fui, mas a minha mala não, porém eu só ficaria sabendo mais tarde. No Rio mais atraso...Uma hora de molho na super sala de embarque até a partida para Uberlândia e ao chegar lá, com mais de doze horas de atraso... a minha mala não estava na esteira.... Dureza!!! Só peguei a mala no dia seguinte a noite. Pelo menos estava inteira.
Já havia acontecido algo parecido na volta do dia das mães, quando o meu voo de Campinas para Ribeirão Preto foi cancelado (um migué da Azul), mas nem se compara a essa epopéia do dia dos namorados...
Bom... eu não tenho muita sorte com isso não, mas algo estranho aconteceu hoje, uma semana depois. Peguei um voo de Brasilia para Macapá novamente pela Gol. O avião não atrasou um minuto sequer, e a minha mala ainda foi a primeira a aparecer na esteira. Eu até assustei. Temi pelo pior, mas até agora nada aconteceu e as possibilidades são muito boas....
Bom... a lição que fica é de que não adianta ficar nervoso. Devemos sim cobrar os nossos direitos, mas jamais perder a cabeça. Não adianta. No final deu tudo certo, mas acho desenecessário que aconteça outra vez. Difícil...

SOBRE MACAPÁ

Ainda não deu para ver muita coisa, mas parece que a cidade é bem simpática. Durante essa semana eu poderei falar mais sobre o lugar, mas se Deus quiser na terça eu já saio para coletar, num lugar que, segundo os locais, tem raia "com nojo", ou seja, tem muitas... Espero que tenham razão.
É isso aí...

Abraços,


terça-feira, 17 de maio de 2011

A absoluta falta de inspiração...

Olá, como vão??

Caramba... eu queria muito escrever sobre algo realmente interessante, mas a minha falta de inspiração não deixa. Pensei num monte de coisas, mas na hora de levar para a tela a coisa complica bastante. Como é que aqueles escritores mais antigos conseguiam escrever tanto? De onde vem tanta criatividade? Textos longos, narrativas imensas... E eu aqui sem conseguir escrever duas linhas.
Claro que a minha rotina não ajuda. A minha rotina não é assim tão empolgante e também não posso ficar horas em contemplação esperando uma idéia aparecer do além. As vezes a idéia vem, mas geralmente numa hora que eu não posso escrever. O tempo passa e eu acabo esquecendo o que pensei. Só se a partir de hoje eu começar a andar com um gravador e ir narrando as coisas e então transformar em texto. Não é uma má idéia.
Então pensei em falar sobre a minha preguiça. Preguiça pra mim é quase um estado de espírito. É um mantra repetido diariamente por mim. É até feio...
Todo mundo acha que estou com anemia. Até preciso ir ao médico ver isso, mas...
... a preguiça não deixa!!!
Se alguém aí quiser saber alguma coisa sobre uma preguiça verdadeiramente legal acesse o link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bicho-preguiça e divirta-se.
Acho que essa postagem servirá pelo menos para esse blog não entrar na estatística dos abandonados. Já é um adianto.

CURIOSIDADE

A maior cachoeira do mundo fica localizada na Venezuela. Seu nome é Salto Angel e tem 979 metros de altura (807 metros sem interrupção). Seu nome é em alusão ao aviador norte americano James Crawford Angel (????).
A maior montanha do mundo não é o monte Everest e sim o vulcão Mauna Kea no arquipélago do Hawaii. Desde o leito do oceano até o seu cume são 10.203 metros sendo que desses 6.033 metros ficam submersos.
E a capital de Papua Nova Guiné é Port Moresby. Quem jogava "Carmem SanDiego" com certeza lembra desse nome... Hehehehehehehehe!!!

Bom... é isso aí. A próxima será melhor...

PS: aquele lance que costumam falar que depois das piores tempestades sempre vem a calmaria é muito verdade. A tempestade passa, mas se estiver demorando apenas procure um abrigo seguro. Vale a pena esperar...
Abraços,

sábado, 2 de abril de 2011

Saudade

Olá, como vão todos?

Eu nem ia escrever hoje não, mas apenas quando voltasse da minha próxima coleta semana que vem, mas folheando um jornal um dia desses vi que existem cerca de 200 milhões de blogs abandonados ou que não são atualizados. Eu achei meio exagerada a conta, mas não quero colaborar com essa estatística.
Por isso resolvi postar uma crônica que li há muito tempo que é atribuida a Miguel Falabella e que fala sobre saudade.

"Trancar o dedo numa porta dói.

Bater com o queixo no chão dói.

Torcer o tornozelo dói.

Um tapa, um soco, um pontapé, doem.

Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.

Saudade de uma cachoeira da infância.

Saudade de um filho que estuda fora.

Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.

Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.

Saudade de uma cidade.

Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.

Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.

Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.

Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.

Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.

Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.

Não saber se ela ainda usa aquela saia.

Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.

Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzbier; se ela continua preferindo Margarita; se ela continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ela continua cantando tão bem; se ela continua detestando o Mc Donald's. Se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;

Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;

Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;

Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...

É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."

Extraído de http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/janeiro/30-dia-da-saudade.php em 02 de abril de 2011.

Gosto demais desse texto!

É isso aí


segunda-feira, 21 de março de 2011

Sobre o meu carnaval e outras postagens...

Olá, como vão todos???
Eu sou obrigado a confessar que esse não é o melhor horário para escrever. Eu prefiro as madrugadas, mas aqui em Jaboticabal é mais complicado. Então eu resolvi começar a fazer isso hoje (21/03) precisamente às 18h40.
Hoje é o último dia do verão (Equinócio de outono) só que há muito tempo eu não vejo o sol. Aliás, acho que desde antes do carnaval. Por falar em carnaval, esse é um dos temas que tratarei hoje.

CARNAVAL: NINGUÉM PODE DIZER QUE NÃO TENTEI.

Carnaval é um saco. Todo ano é a mesma coisa... Gente bêbada, bunda de fora, Beija-flor campeã, etc. O que aconteceu de diferente (pelo menos pra mim) é que esse ano o carnaval começou bem no dia do meu aniversário e, mesmo sabendo que poderia dar m... eu não devia deixar passar em branco. Foi o que eu fiz.
No sábado comemoramos o meu aniversário na casa da minha madrinha. O almoço estava maravilhoso (bife a milaneza porque ela sabe que eu gosto muito) e pudim de leite de sobremesa. Precisa mais??? Pois é... pra coroar a Coca-cola estava especialmente gelada. Como estava chovendo demais eu resolvi ficar em casa durante a tarde, o que se revelou uma decisão bastante acertada. A noite os meus AMIGOS (assim mesmo, maíusculos), irmãos, afilhados e compadres Vivian e Danilo, juntamente com seus filhos Marcella e meu padawan Davi, fizeram uma homenagem a mim e me deram de presente um maravilhoso strogonoff de jantar. Assim...sem palavras! Se o dia seguinte já fosse a quarta feira de Cinzas teria valido muito a pena. Olhando assim eu realmente não posso me queixar do dia 05 de março.
No domingo o Danilo (esse é meu primo) apareceu e me chamou para irmos a Três Ranchos. A festa foi num clube fora da cidade. Ainda bem, pois na cidade mesmo parecia acontecer uma festa no inferno. Claro que eu não sou um deus grego, mas sei o meu valor. Eu nunca vi tanta gente feia na minha vida e nunca ouvi tanta música ruim. Adivinha de quem eu lembrei??? No clube rolou Mc Catra e festa open bar. Pronto! O cara é muito engraçado e o evento tinha tudo para ser show de bola. Quase foi, mas chuva resolveu dar o ar da graça, ficou todo mundo embaixo das lonas e pra piorar sentou uma moça ao meu lado (eu estava de pé antes que me chamem de velho) que só reclamava de dores no dedão do pé devido a uma anestesia. Genial... Hora de ir embora...
No dia seguinte, imaginando uma maneira de piorar a situação eu recebo um telefonema do meu amigo Dedé me fazendo o seguinte convite: "Vamos para Tupaciguara?" Eu acho que o meu anjo foi passar o carnaval no nordeste então o meu diabo fez a festa. Fomos para lá assistir o show da dupla Guilherme e Santiago (tudo a ver com carnaval). Os caras são bons. Ruim é o público. Acho que todos que estavam em Três Ranchos na noite anterior foram pra lá. E pergunta se o céu não desabou sobre as nossas cabeças... Sim. Caiu um diluvio. Noite perfeita, mas não tinha acabado. Ainda subiriam ao palco as incríveis garotas do Banana Split... Uau! Hora de ir pra casa.
No último dia eu resolvi ir para o Pica Pau e foi bacana. Mas bom mesmo foi o convite que recebi depois. O meu estimado amigo Gugu me ligou e disse as seguintes palavras: "Tá afim de comer uma esfirra aqui em casa?" Fala sério, né? Não precisa nem chamar de novo. Essa esfirra salvou o carnaval, que começou e acabou bem.. Só o miolão (domingo e segunda) que foi trash.
Eu acho que não dou conta mais não. Eu até queria ter esse pique todo, mas penso que já está na hora de bolar outra programação para os folguedos momescos. Algo mais tranquilo, em família. Ainda bem que só acontece uma vez por ano, então eu tenho tempo pra pensar nas alternativas.

COMO SABER QUANDO SERÁ O CARNAVAL.

Ainda falando no carnaval, todo mundo adora quando chega a época da "festa da carne", mas poucas pessoas sabem porque a data muda todo ano. Muitos reclamam dizendo que em um determinado ano foi cedo demais e no outro foi muito tarde, mas a verdade é a data depende da Lua. Vou tenter explicar de modo bem simples para que possa ser entendido.
Observa-se quando será a primeira Lua cheia depois do equinócio de outono (por acaso, hoje). A sexta feira dessa Lua cheia será a sexta feira da paixão. O domingo seguinte é o de Páscoa e o anterior é o de Ramos e quarenta dias antes da sexta feira da Paixão será a quarta feira de Cinzas. Simples assim.
Quando a Lua cheia vem logo depois do início do outono o carnaval é mais cedo. Quando vem muito depois (como nesse ano), o carnaval é mais tarde. Se alguém não entendeu pode me mandar a dúvida em forma de comentário que eu respondo.

CURIOSIDADE

A capital do Butão é Thimphu e a do Uzbequistão é Tashkent. Mudei a vida de vocês...

PRINCÍPIO DA INCERTEZA DE HEISEMBERG

Quanto mais se conhece sobre a natureza de uma partícula, menos se conhece sobre outra.
Isso tem profundas aplicações nas relações humanas também (meu ponto de vista).

Pra terminar, outro dia eu achei melhor contar a verdade sobre um determinado assunto (conforme resoluções de ano novo/2011) e fui chamado de burro. Não sei se o elogio teve relação com o que eu disse ou se apenas foi um desabafo. Depois eu fiquei pensando... acho que fui burro mesmo. Hoje eu poderia ser um mentiroso legal. É como dizem na Croácia, se não me engano: "A verdade é a melhor camuflagem, pois ninguém acredita nela."
É isso aí... Vou procurar não demorar tanto para escrever outra vez...

Abraços

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A primeira de 2011.

Pois é... Parece que não escrevo desde novembro. É muito tempo, mas é dezembro sempre é corrido e janeiro é a segunda-feira do ano. Simplesmente não dá vontade de fazer nada e nesse ano foi especial. Eu conto em seguida.
O ano de 2010 é fácil de resumir, mas a palavra que bem define não pode ser escrita aqui. Então eu serei educado e vou apenas dizer que foi um ano péssimo, terrível e que deve cair no esquecimento. Isso por vários motivos. Ainda bem que não morreu ninguém. Mas justiça seja feita... tive bons momentos também.
Começou bem com o casamento do Danilo, depois a viagem para Balneário Camboriú em março no meu aniversário, a troca de carro e.. bum!!! Acabou. Só foi ficar bom de novo no fim de outubro, quando fui coletar as raias no rio Paraná (viagem relatada neste blog). Novembro foi um mês "nem" e até que dezembro foi legal. Durante o ano (do meio para o fim) eu conheci muita gente boa (muita mesmo) e me aproximei de outras também, o que serviu para não fechar tão no vermelho. Falando assim parece até que não valeu a pena. Muito pelo contrário. Valeu demais e agradeço a cada uma dessas pessoas que apareceram. Vocês são uma benção pra mim...
Caramba... to aqui pensando. Em 2010 além de tudo que aconteceu, a seleção foi um fiasco na copa, o Mengão quase foi rebaixado e a Mocidade também... Fala sério, né!!! Pelo menos nesses quesitos, as projeções para 2011 são bem boas.
Mas não falarei de coisa ruim... Palavra. Resolução nº106 de ano novo: ver o copo meio cheio.
Mas voltando a dezembro, eu finalmente consegui fazer o curso de mergulho que tanto queria. Sou obrigado a confessar que estava morrendo de medo do mar, mas com um pouco de respeito ele deixa você explora-lo numa boa. E foi o que aconteceu. Depois da cirurgia bariátrica esse curso foi a melhor coisa que eu fiz nos últimos anos. É uma coisa meio sem noção que até merecia uma postagem a parte. Quem sabe, né?? Só quero deixar o registro aqui que o pessoal da DOB (http://www.dobdivebrasil.com.br/dob/) em Itajaí, SC e o meu Dive Master Bernardo foram super pacientes comigo e me ajudaram a conseguir a certificação "Open Water Diver".
Agora está tocando "Yellow Ledbetter" no meu computador e eu vou continuar escrevendo...
Depois do reveillon eu entrei na onda de passar por uma plástica na barriga. Ah... eu preciso ser sincero: eu tava achando feio pra caramba e ponto. Fiz com o Dr. Andy Ern lá em Balneário Camboriú e mais uma vez a cirurgia foi perfeita. Não senti nada depois. Nem as dores que todos falaram que eu sentiria. Só a desgraça do dreno que incomoda muito, mas é "só" por uma semana. E a danada vai ficar boa, mas é como o médico falou: antes de ficar bom fica bastante ruim. Cabe aqui o agradecimento mais uma vez a minha irmã Ana por ter organizado tudo pra mim. Agora é só esperar passar o tempo que sou obrigado a ficar no estaleiro e voltar a vida normal. A resolução de ano novo nº 247 me obriga a praticar exercícios físicos assim que eu tiver alta total, ou seja, por volta do dia 05 de março. Já até comprei o material necessário para me obrigar a ir à academia... Espero que dê certo. Só que ficar operado, cheio de pontos e com esse maldito dreno não dá vontade de fazer nada. Por isso que lá em cima eu disse que esse janeiro foi especial para não escrever. Eu tinha tempo, mas não tinha vontade...
Para 2011 eu espero mais do que o ano que passou. O que não é muito dificil de acontecer. Espero que as coletas deem certo novamente, tanto no rio Paraná quanto nos outros lugares. E que depois eu possa analisar os dados, escrever a tese e defender. Não é tão simples, mas é só um resumo do que vai acontecer. E depois que isso acabar eu espero poder colocar em prática tudo que aprendi em todos esses anos. E pode ser em qualquer lugar. Quem nem diz a dança da Galinha Azul (de leste a oeste, de norte a sul... entendeu??? Piadinha sem graça!!!). Provavelmente farei muitas viagens além das coletas... O norte me aguarda, assim como o Nordeste. Tenho um projeto para conhecer o Amazonas e o Rio Grande do Norte (neste ultimo indo a um congresso). O encontro das águas e o passeio de camelos me aguardam... Hehehehehehehehe!!! Fora as que não estão nos planos, mas que sempre acontecem...
Para a minha vida pessoal eu não peço muito não. Não havendo perdas já está ótimo, mas se houver ganhos, ótimo. Não dá pra ter tudo também... De qualquer maneira, vou continuar apostando na mega sena... Vai que eu ganho?? Não posso deixar de citar aqui que ganhei mais um sobrinho e isso é maravilhoso. Nasceu o Davi, filho da Vivian e do meu irmãozinho Danilo. É um bebê grandão, tranquilo... Show de bola. Parece que 2011 já dá os seus sinais que será infinitamente melhor...
Uma coisa interessante que aconteceu no início desse ano foi que, em um passeio entre Curitiba e Morretes, no Paraná, eu localizei o santuário de Nossa Senhora do Cadeado. Para quem achava que ela não existia, existe sim e eu vi com meus próprios olhos. Minha padroeira existe mesmo, mas eu contarei a historia desse passeio em outra postagem, só para não perder o costume.
Bom.. já chegou fevereiro e logo logo o país para de novo para o carnaval. E esse ano o carnaval é em março e começa bem no dia do meu aniversário... Presentão!!! Ah nem!!! Se serve de consolo, na última vez que o carnaval caiu no meu aniversário foi bem legal. A casa estava cheia, os amigos vieram... Até a minha avó Adelaide esteve aqui... mas isso já faz muito tempo... Eu não espero que seja como foi naquele ano, porém posso querer que seja bom e tomara que seja mesmo. Independente do lugar onde eu esteja...
Eu vou ficando por aqui. Tomara que eu não demore muito para escrever de novo. O tema eu já tenho...
Antes de encerrar eu gostaria de lembra que hoje é 02 de fevereiro, dia de Iemanjá. É festa num monte de lugar e já foi dia de festa aqui também. Agora é mais uma data que fica na lembrança, assim como algumas outras que ocorrem durante o ano. "Velhos tempos, belos dias..."
É isso aí, fiquem bem e não me abandonem... Hehehehehehehehe...
Abraços,