quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sobre dinossauros, extinções e recomeços...

Olá, como vão?
Sabe... as vezes eu fico me perguntando como teria sido a minha vida se eu tivesse estudado Paleontologia ao invés de Medicina Veterinária. Provavelmente muita coisa não teria acontecido. Eu não teria morado em Araguari tanto tempo, não teria estudado em Uberlândia e não teria feito doutorado em Jaboticabal. As vezes eu penso que seria melhor pra mim. Mas em compensação eu também não teria conhecido várias pessoas que foram ou são importantes para mim. Não teria passado por algumas experiencias bastante interessantes... Resumindo: essa discussão não vai levar a lugar algum e serve apenas como introdução para o próximo assunto.
Mesmo não sendo paleontólogo, esse é um assunto do qual eu gosto muito. Penso que isso é 100% influência do meu pai. Nossos livros e nossos assuntos eram em sua maioria sobre isso. Sinto saudades.
Eu gostava de tudo, mas duas coisas eram especiais: deriva dos continentes e extinções. Caramba... eu ficava doido (e até hoje fico) com esses dois assuntos. Posso parecer maluco, mas fico pensando e fazendo paralelos entre isso e a minha vida... Não... eu não faço uso de entorpecentes, mas acho que todo esse delírio me aproxima de algo superior... Bom... deixa pra lá!
A extinção só acontece do ponto de vista de quem é extinto (meio óbvio), mas sempre sobra alguma coisa. E é desse quase nada que a vida recomeça. Pensemos, por exemplo nos dinossauros e outros grandes repteis do mesozoico. Essas criaturas surgiram há aproximadamente 230 milhões de anos, após uma extinção que devastou cerca de 95% da vida na Terra.
Por 165 milhões de anos esse grupo dominou a paisagem do planeta e ocupou todos os espaços, mas não eram os únicos. Outros seres, menores e mais discretos também povoavam, mas viviam à sombra dos maiores... Porém, estavam lá.
Só que chegou um tempo que eles estavam tão especializados que qualquer mudança no ambiente poderia ser fatal. A eficiência não era a mesma e perto do fim do cretáceo já eram um grupo em decadência. Sua acomodação foi a sua derrota. Eis então que um evento cataclísmico ocorreu. Um meteoro gigantesco invadiu a atmosfera e atingiu onde é hoje a península do Yucatan, México. Ondas gigantes, terremotos, chuvas ácidas e uma noite que durou aproximadamente dois anos levaram a extinção de um dos grupos mais bem sucedidos que já caminharam sobre a Terra. Eram tão especializados que não conseguiram se adaptar à nova realidade. E sucumbiram...
Então, aqueles que viviam nas sombras, a noite puderam então florescer. E o tempo que permaneceram no limbo foi ótimo, pois foi lá que desenvolveram várias habilidades que fazem toda diferença. Todos aquele animais do tamanho de ratos se transformaram em criaturas fantásticas como morcegos, elefantes, tamanduás, baleias e nós mesmos.
A vida novamente encontrou o seu caminho. E isso é maravilhoso...*
Mas e daí??? O que eu quero dizer é que conosco acontece a mesma coisa. Relacionamentos estáveis demais também podem sucumbir a eventos inesperados... A acomodação faz isso. Excesso de auto confiança também. Ainda bem que depois que acaba sempre dá para começar outra vez. As vezes um meteoro (não o do Luan Santana, por favor) faz um bem danado pra vida da gente.
Num outro dia eu falo sobre a deriva dos continentes...

JABOTICABAL

Eu só tenho uma coisa para falar sobre Jaboticabal. Se eu tivesse me mudado pra cá esse ano e não em 2008 penso que teria outra visão do lugar. Agora sim essa cidade está habitável é até mesmo divertida. E devo isso aos meus amigos do Laboratório de Ictiopatologia do FCAV-UNESP. Valeu demais...Algumas coisas não mudam (calor e o barulho do vizinho, por exemplo), mas em compensação rola um futebol todas as terças e quintas que é espetacular...

CONVITE

Preciso estrear meu molinete novo. Alguém se habilita???

É isso aí.
Abraços,

*Só quero deixar claro que não sou um especialista no assunto e sim apenas um amador. Essa é a minha interpretação para os fatos.